Trap: o estilo que quebrou paradigmas no Brasil e hoje tem força nacional

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Com certeza você já ficou com um Trap na mente nos últimos tempos. Isso porque a popularização do estilo vem se solidificando cada vez mais, trazendo artistas que geralmente ficavam na margem, para o centro.

A princípio, o Trap é um subgênero do Rap, que diferente deste, não possui as convencionais rimas poéticas e perfeitamente colocadas na música. Sendo assim, no Trap é permitido brincar entre sonoridades, gêneros, sons e nuances musicais. Ele tem uma linhagem que flerta com o Funk e Eletrônico algumas vezes, fazendo com que as músicas sejam divertidas e viciantes.

Por possuir origem de Atlanta nos anos 2000, as letras são carregadas de críticas sociais, predominando o racismo, violência e desvalorização do povo pobre na sociedade. O gênero tende a vir da periferia e, junto com ele, uma estética bem definida e característica.

Influenciadores e ditadores de tendências

Em 2021, a Lacoste se envolveu em uma polêmica ao lançar uma campanha com quatro personalidades da mídia – sendo que nenhum deles era preto de periferia. O grande ponto não é apenas quem vai estampar a publi ou não, mas sim qual é o público que irá se identificar com os produtos.

Marcas como Oakley, Nike e a própria Lacoste são referências e produto de desejo para jovens da periferia. Culturalmente falando, personalidades do Funk, Rap e Trap influenciam os públicos no geral, seja na moda ou estilo de vida. Dessa forma, se pararmos para analisar, itens de marca sempre estiveram presentes nas letras, fotos e clipes destes artistas – sendo originais ou não. Mas, se é uma presença tão forte assim, qual a razão dessas pessoas que impulsionam a popularidade da marca não estarem nas campanhas?

Roupas e marcas de luxos sempre foram atribuídas a um determinado grupo social, e se o grupo oposto reivindica o poder de também usá-las, o ‘tradicional’ é quebrado, gerando espanto e revolta.

Contudo, em contraponto disso tudo, artistas como MD Chefe e Kyan usam suas vozes para cantar ao público que conquistaram o poder aquisitivo para comprar todas as marcas que quiserem (para o terror dos opressores).

“Pode avisar o dono da Lacoste que aqui na favela nóis não vive de voucher” – Lacoste 5 Remix, Kyan

“Preto chique acostumado a usar grife, cheio de marra” – Rei Lacoste, MD Chefe

O trap em dominação nacional

Há uns anos, estilos vindos da periferia eram ridicularizados e consumidos apenas pelo público que se identificava com as letras e artistas. Atualmente, temos trappers lotando casas de show, sendo patrocinados por marcas luxuosas e acumulando milhões de views em seus clipes.

Por fim, o estilo que antes era centralizado apenas no público periférico, agora toma conta do mainstream, se torna trend viral e ocupa espaços que são aceitos pelos consumidores gerais.

Então, agora se liga nessas músicas que separei para vermos o quanto um trapzinho é bom de ouvir:


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